
Prevenção
Atuar na Prevenção tem sido uma constante preocupação dos profissionais da fono&cia. Trabalhar com orientações familiares, incluindo apostilas de procedimentos ideais, é um dos métodos dos quais os profissionais, da área da saúde, lançam mão quando se pensa em Prevenção.
Prevenir significa “chegar antes da instalação de”. A probabilidade de desenvolver certas doenças aumenta com a idade. No entanto, envelhecer não é, necessariamente, sinônimo de adoecer, principalmente quando as pessoas desenvolvem hábitos saudáveis de vida.
Sabemos que há um aumento considerável da população da Terceira Idade e analisando o quadro social atual, observamos a necessidade tanto de Instituições quanto de Programas que se dediquem a esta população.
A freqüência de casos de Depressão no idoso é alta, e tem sido caracterizada como uma síndrome que envolve inúmeros aspectos clínicos, etiopatogênicos e de tratamento. Quando de início tardio, é comum estar associada a doenças clínicas gerais e a anormalidades estruturais e funcionais do cérebro.
As causas de depressão no idoso configuram-se dentro de um conjunto amplo e complexo. Além dos aspectos clínicos, o idoso passa por situações de luto, perdas e abandono, gerando tendência ao isolamento e queda da qualidade de vida geral.
Quando não tratada, a depressão transforma-se em um catalisador, aumentando o risco de morbidade clínica e de mortalidade, principalmente em idosos hospitalizados com enfermidades gerais.
É comum encontrarmos idosos convivendo com seus familiares. Entretanto, observa-se uma significativa dificuldade, por parte desses mesmos familiares, em se ocuparem das necessidades sociais e cognitivas do idoso.
Assim, percebemos que o quadro atual do idoso é significativo o bastante para promover uma assistência focalizada no seu bem-estar social e cognitivo.
Elaboramos um Programa de Acompanhamento e Estimulação Cognitiva para a população da Terceira Idade, aonde pequenos grupos de idosos participam de atividades extra-muro e sessões com o Programa de Enriquecimento Instrumental, elaborado pelo Professor Reuven Feuerstein.
O objetivo principal desta abordagem é contribuir para o resgate da qualidade de vida, levando o integrante do grupo a:
- participar de discussões a respeito de diversas questões;
- ativar funções cognitivas através do programa de estimulação cognitiva citado;
- elevar seu interesse geral por assuntos atuais, tornando-o participativo socialmente;
Avaliação
A avaliação de um paciente é um momento de extrema importância tanto para o fonoaudiólogo quanto para outras especialidades de saúde. Pensando nisso, compreendemos a avaliação como um processo e não apenas como a primeira consulta.
Nossas avaliações fazem parte do conjunto de ações da primeira etapa de nossa atuação, chamada Investigação. Nesta, realizamos a Anamnese e a Avaliação propriamente dita, utilizando recursos e protocolos de acordo com a queixa fonoaudiológica e patologia de base.
Abaixo, duas das principais patologias fonoaudiológicas que atendemos e recursos frequentemente utilizados pelo profissional de nossa empresa:
Disfagia Orofaríngea
A disfagia orofaríngea caracteriza-se por um problema de transferência do bolo alimentar da cavidade oral até o esôfago, sendo a sintomatologia freqüentemente relacionada à dificuldade em iniciar a deglutição, aos engasgos e à sensação de alimento parado na garganta.
Enquanto instrumental básico de avaliação, utilizamos estetoscópio e oxímetro de pulso visando realizar ausculta cervical e monitorar a saturação de o2 durante os testes de deglutição. Tais ferramentas auxiliam o fonoaudiólogo na verificação de comportamentos orofaríngeos relevantes quanto à presença ou não de riscos de broncoaspiração, principal complicação esperada pelo fonoaudiólogo nos casos de Disfagia Orofaríngea.
Dependendo do caso, pode-se indicar a Videofluoroscopia, considerada o “padrão-ouro” para a avaliação de deglutição. Esse exame é realizado pelo médico radiologista em conjunto com o fonoaudiólogo capacitado para acompanhar e contribuir durante o exame com manobras posturais, manipulação de consistências e análise qualitativa ao final do mesmo.
Importante ressaltar que somente com uma análise prévia do caso é possível sugerir a Videofluoroscopia da Deglutição, pois é necessário que o paciente esteja, dentre outros, preparado cognitivamente para ser submetido a tal investigação.
Afasia
Avaliar um paciente com queixas de perda de linguagem pode parecer simples se aplicados testes próprios para Afasias. No entanto, compreender que testes nem sempre fornecem ao indivíduo avaliado uma real situação de comunicação e interação social enriquece e muito o olhar do terapeuta acerca dos comportamentos lingüísticos afetados neste indivíduo. A aplicação de testes sem levar em conta esta premissa, pode revelar erros e nada mais, e não uma pesquisa do potencial que o mesmo indivíduo possui. Identificar o tipo de Afasia é, sem dúvida, relevante e importante, porém, conhecer o “como” a afasia se manifesta é essencial para o processo fonoterápico de reabilitação de linguagem.
Tratamento
Encerrado o processo de Investigação, planeja-se a abordagem terapêutica. Para isso, elaboramos um laudo fonoaudiológico contendo todas as informações relevantes ao caso, devidamente correlacionadas e justificadas tecnicamente. Buscamos clareza em nossos laudos a fim de esclarecer ao máximo o motivo e o objetivo de nosso trabalho.
Fornecemos o Diagnóstico Fonoaudiológico, Indicação Terapêutica com freqüência semanal para a obtenção de resultados e data provável para Reavaliação, etapa em que poderemos reformular objetivos e técnicas fonoaudiológicas.
Faz parte do perfil dos atendimentos da fono&cia acompanhar indivíduos comprometidos neurologicamente. Portanto, diante de um caso de lesão cerebral, é importante atentar ao aspecto de Ganho Funcional, o que nem sempre significa o retorno pleno de uma função, mas sim uma readaptação.
Orientação
Todo processo terapêutico requer orientações. Como se comunicar com um afásico, como alimentar um disfágico, como estimular um paciente em estado demencial.
Pensando sempre em elevar a qualidade de vida de nossos pacientes, criamos Apostilas de Orientação, alteradas de acordo com a necessidade de cada caso. Tais apostilas descrevem os principais procedimentos facilitadores para mediar a dificuldade em questão.
Atuando em Instituições de saúde, como Hospitais e Casas de Repouso para idosos, a fono&cia tem a disponibilidade de realizar encontros com equipes e/ou familiares, visando superar possíveis falhas no lidar com o paciente no que diz respeito á saúde fonoaudiológica que a fono&cia se propõe a promover – linguagem, cognição e deglutição.


