Dia do Fisioterapeuta e do Terapeuta Ocupacional
Em Outubro, além de aproveitar o feriado do Dia das Crianças, comemoramos algumas datas importantes para os profissionais da saúde como o Dia Internacional do Idoso (01/10), Dia Mundial do Dentista (03/10), Dia do Fisioterapeuta e do Terapeuta Ocupacional (13/10) e o Dia do Médico (18/10).
Hoje, dia 13 de Outubro, nossa homenagem vai para os Fisioterapeutas e Terapeutas Ocupacionais, importantes profissionais que, assim como o Fonoaudiólogo, compõe a Área da Saúde voltada à reabilitação.
Segundo o site do COFFITO - Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional - as definições e atuações desses profissionais são:
Fisioterapia
Figura 1.Símbolo da Fisioterapia
Ciência da Saúde que estuda, previne e trata os distúrbios cinéticos funcionais intercorrentes em órgãos e sistemas do corpo humano, gerados por alterações genéticas, por traumas e por doenças adquiridas.
Fundamenta suas ações em mecanismos terapêuticos próprios, sistematizados pelos estudos da Biologia, das Ciências
Morfológicas, das Ciências Fisiológicas, das Patologias, da bioquímica, da Biofísica, da Biomecânica, da Cinesia, da Sinergia Funcional, e da Cinesia Patologia de órgãos e sistemas do corpo humano e as disciplinas comportamentais e sociais.
O Fisioterapeuta é um Profissional de Saúde, com formação acadêmica Superior, habilitado à construção do diagnóstico dos distúrbios cinéticos funcionais (Diagnóstico Cinesiológico Funcional), a prescrição das condutas fisioterapêuticas, a sua ordenação e indução no paciente bem como, o acompanhamento da evolução do quadro clínico funcional e as condições para alta do serviço.
Terapia Ocupacional
Figura 2.Símbolo da Terapia Ocupacional
Área do conhecimento voltada aos estudos, à prevenção e ao tratamento de indivíduos portadores de alterações cognitivas, afetivas, perceptivas e psico-motoras, decorrentes ou não de distúrbios genéticos, traumáticos e/ou de doenças adquiridas, através da sistematização e utilização da atividade humana como base de desenvolvimento de projetos terapêuticos específicos.
É um profissional dotado de formação nas Áreas de Saúde e Sociais. Sua intervenção compreende avaliar o cliente, buscando identificar alterações nas suas funções práxicas, considerando sua faixa etária e/ou desenvolvimento da sua formação pessoal, familiar e social. A base de suas ações compreende abordagens e/ou condutas fundamentadas em critérios avaliativos com eixo referencial pessoal, familiar, coletivo e social, coordenadas de acordo com o processo terapêutico implementado.
O Terapeuta Ocupacional compreende a Atividade Humana como um processo criativo, criador, lúdico, expressivo, evolutivo, produtivo e de auto manutenção e o Homem, como um ser práxico interferindo no cotidiano do usuário comprometido em suas funções práxicas objetivando alcançar uma melhor qualidade de vida.
As atividades do profissional estendem-se por diversos campos das Ciências de Saúde e Sociais. Avalia seu cliente para a obtenção do projeto terapêutico indicado; que deverá, resolutivamente, favorecer o desenvolvimento e/ou aprimoramento das capacidades psico-ocupacionais remanescentes e a melhoria do seu estado psicológico, social, laborativo e de lazer.
Modelo Interdisciplinar em Reabilitação
De diversas formas, a realidade brasileira se coloca entre o rigor acadêmico-metodológico e o profissional de saúde. Isto ocorre em muitos pontos de sua formação e no exercício da profissão. Possivelmente, esta realidade representa o maior empecilho para que cada disciplina consiga alcançar uma metodologia e processos formais suficientes para garantir e amadurecer a relação interdisciplinar.
Casos Clínicos, invariavelmente, envolvem um número de especialidades que exigem ferramental de comunicação, acompanhamento e coordenação que corrobore com o sucesso no atendimento ao paciente e seus familiares.
A interdisciplinaridade na Reabilitação impõe-se como um marco conceitual e prático inerente ao processo de elevar a qualidade de vida de um indivíduo, bem como de reinserí-lo socialmente. Para isso, é preciso desenvolver a Funcionalidade sob diversas formas através da Ação Terapêutica, aonde cada profissional envolvido no caso clínico atua com seus objetivos e metas buscando minimizar as incapacidades e atingir um real ganho funcional, quando possível.
De acordo com Livia Borgneth, a composição básica da Equipe de Reabillitação segundo a Metodologia Interdisciplinar é composta de:
- Médico Fisiatra
- Fisioterapeuta
- Terapeuta Ocupacional
- Fonoaudiólogo
- Psicólogo
- Psicopedagogo
- Assistente Social
É importante definir e diferenciar o conceito de equipes multidisciplinares e interdisciplinares. O trabalho multiprofissional é realizado por especialidades diversas sem que haja, necessariamente, uma relação de interdependência entre elas. O que a Metodologia mencionada aqui sugere é uma atuação interdisciplinar. Dentre as premissas de tal interdisciplinaridade, podemos elencar:
- interpenetração do conhecimento;
- o todo é maior que a soma das partes;
- partes estruturadas;
- produção conjunta de conhecimento.
Aplicando tais premissas, temos as seguintes consequências em potencial:
- recomposição do conhecimento fragmentado;
- compreensão do todo, o que dimensiona a ação das partes;
- fortalecimento das partes beneficiando o todo.
Figura 3.Tipos de Atuação
O profissional de saúde deve refletir sobre sua atuação. Adotar uma metodologia interdisciplinar não é simples, sobretudo no início; é necessário abraçar uma cultura direcionada à eficiência, eficácia e efetividade da ação terapêutica. Portanto, a interdisciplinaridade é um Fazer a ser construído.
Compreender a atuação e as especificidades dos demais profissionais da equipe na medida certa, estar ciente da inter-relação entre as abordagens terapêuticas, entender os papéis e atribuições de cada especialidade e buscar a troca constante de informações e conhecimentos através de reuniões de equipe - ou mesmo de facilidades tecnológicas - vêm se mostrando uma boa forma de implementação de um trabalho interdisciplinar. Organização e Sistematização são os critérios fundamentais para o sucesso de uma equipe que busca esse tipo de atuação.
Em futuros ensaios pretendo discorrer sobre o assunto, enquanto apresento um extrato do Processo Definido da Prática Fonoaudiológica. O PDPF se propõe, justamente, a estruturar um processo de trabalho, efetuar projeções dos papéis desempenhados, definir protocolos e procedimentos, desenvolver artefatos - como laudos, planilhas, cronogramas e relatórios de acompanhamento - e detalhar o perfil que a fono&cia entende como o mais adequado a um trabalho produtivo em fonoaudiologia.
Quem ganha, acima de tudo, é o paciente; afinal, é ele o foco de qualquer equipe de saúde.
Ah! Quase esqueci!
Parabéns aos Fisioterapeutas e aos Terapeutas Ocupacionais!
Dia 09 de Dezembro espero o nosso “parabéns”. =)
Você pode responder, ou efetuar trackback de seu website.

